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segunda-feira, 6 de julho de 2009

sábado, 16 de maio de 2009

A importância do brincar para a primeira infância

A educação infantil compreende uma etapa na vida da criança na qual ela desenvolve-se no meio onde está inserida nos aspectos cognitivo, afetivo, moral, social e motor, de forma quantitativa e qualitativa. A partir de tal afirmativa, observa-se a importância do brincar para essas crianças, pois através das brincadeiras, elas poderão se desenvolver amplamente, em todos esses aspectos. De acordo com Batista (2005), uma pedagogia que contemple atividade lúdica, ou seja, jogos e brincadeiras enriquecem e ampliam o universo físico, social e cognitivo da criança, contribuindo assim para a estruturação da personalidade do indivíduo apto para atuar na sociedade. A brincadeira é um ato inerente à infância, pois é um ato indispensável à saúde física, emocional e intelectual. Através dela, possibilita-se que a criança desenvolva a linguagem, o pensamento, a socialização, a iniciativa e a auto-estima. Dessa forma, a criança estará sendo preparada para ser um cidadão capaz de enfrentar desafios, que são cada vez maiores na sociedade de hoje. Essa importante etapa da infância perpassa por 2 fases do desenvolvimento de Piaget, que são o período sensório motor (0 a 2 anos) e o período operatório concreto (2 a 7 anos). Cunha (1988) estabelece condutas, ações e tipos de brinquedos e jogos para a aprendizagem e o desenvolvimento infantil, de acordo com as fases do desenvolvimento proposto por Piaget. Segundo a autora, a conduta sensória motora compreende as ações de repetição, reconhecimento sensório motor, generalização sensória motora e o raciocínio prático. Alguns dos brinquedos citados para a faixa etária são: chocalho, cubos, patês de encaixe, brinquedos sonoros, bate-estacas, triciclo, livros etc. Já na conduta operatória concreta, devem ser estimuladas as ações de classificação, seriação, correspondência de agrupamento, relação imagens/palavras, enumeração, operações numéricas, conservação de quantidades físicas, ralações espaciais, relações temporais, coordenadas simples e raciocínio concreto, através de quebra-cabeças, jogos de encaixe, lotos, lousa, giz, boliche, fantoches, dominós, bolas, dentre outros. Através da brincadeira a criança compreende a si e ao outro, tendo todos os seus sentimentos voltados para a interação consigo mesma, com o outro e com o meio onde está inserida. Dessa forma, além de desenvolver-se em todos os aspectos, ela poderá adotar valores e atitudes que a acompanharão toda a sua vida.
Referências: BATISTA, Cleide Vitor Mussini. Brincar, escola e aprendizagem. In: UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ. Curso normal superior: habilitação para os anos iniciais do ensino fundamental: módulo 6. Londrina: UNOPAR: CDI, 2005.
CUNHA, N. H. S. Brinquedo, desafio e descobertas – subsídios para a utilização e confecção de brinquedos. Rio de Janeiro. FAE, 1988.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Ganhei este selinho da Márcia

REGRINHAS DO SELO DARDOS
Com o Prêmio Dardos se reconhece os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc., que em suma, demostram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.Esse selo foi criado com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valores à web.O premiado deve, por favor, seguir essas instruções: 1. Deve exibir a imagem do selo em seu blog; 2. Deve linkar o blog pelo qual você recebeu a indicação; 3. Escolher outros 15 blogs a quem entregar o PRÊMIO DARDOS; 4. Avisar os escolhidos. 5. Assim conforme o regulamento do prêmio e julgando méritos e realizações, indico abaixo mais 15 blogs merecedores de tal distinção como difusores e incentivadores culturais e minhas queridas amigas: MINHA LISTA DE AMIGAS QUE QUERO HOMENAGEAR:
Ensinando e Aprendendo com a Tia Rose - Rose Diniz
Edcucar Já - Cybele

Pedagogia do Afeto - Bruna Vaz

Professora Gegê

Educar é Fazer Sonhar - Aline Busch

Cantos e Encantos

Centro Educacional Pedagógico Letrinha Mágica - Ellen

Educar é Construir

Alfabetizando - Regina Pironatto

O Mundo Encantado de Cecília Meireles - Leonor Cordeiro

Brincar e Aprender - Deise

Abrace a Literatura - Sulivam Simone

Cíntia & Cia Artes - Cíntia

A Magia de Aprender - Maria Tereza

Aprendizagem em Ação - Deboráh Melissa

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Todos os dias, tomamos conhecimento de uma série de acontecimentos trágicos envolvendo crianças. Além do abandono e da falta de incentivo que muitas sofrem, são expostas a vários tipos de violências e agressões, muitas vezes da própria família.

Tendo em mãos um grande meio de comunicação que é a internet, faço uso dela para tentar conscientizar as pessoas, em prol de uma sociedade mais justa e acolhedora com as nossas crianças.

Para isso, criei a comunidade no orkut - Chega de Fazer Mal às Crianças - que é um espaço para informações, protestos e até denúnicas.

Convido a todos que se sentem indignados com tal situação a fazer parte dela. Acessem o link:

http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=57280750

Ajudem a propagar mais essa idéia!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

A Saúde Vocal do Professor

Olá queridos visitantes!
Estou afastada do meu trabalho por causa de um problema que atinge vários professores atualmente - doenças relacionadas à voz.
O que me ocorreu, não é um caso grave, foi somente uma rouquidão devido ao abuso vocal, o que ocasionou aumento dos gânglios, que são mecanismos de defesa que o nosso organismo possui. Como disse o meu otorrinolaringologista: "Um atleta que treina para correr 5 km, não poderá correr 10 km, sem que o seu organismo sofra com isso". O mesmo acontece com uma pessoa que não está acostumada a falar e se vê em uma sala de aula cheia, sendo obrigada a fazer abuso da voz. O meu organismo vai sentir e principalmente as pregas vocais.Como foi detectado o problema no início, tenho a possibilidade de fazer um tratamento com fonoaudiólogo (fonoterapia) para que não ocorra sérias lesões nas pregas vocais como:

Nódulos
Os nódulos resultam de: fatores anatômicos predisponentes (fendas triangulares), personalidade (ansiedade, agressividade, perfeccionismo) e do comportamento vocal inadequado (uso excessivo e abusivo da voz). O tratamento dos nódulos é fonoterápico. A indicação cirúrgica, todavia, pode ser feita quando os mesmos apresentam característica esbranquiçada, dura e fibrosada, ou ainda quando existe dúvida diagnóstica.

Pólipos

Os pólipos são inflamações decorrentes de traumas em camadas mais profundas da lâmina própria da laringe, de aparência vascularizada. O tratamento é cirúrgico. A voz típica é rouca. As causas podem ser: abuso da voz ou agentes irritantes, alergias, infecções agudas, etc.

Edemas das pregas (cordas) vocais

Os edemas relacionam-se com o uso da voz. Normalmente são localizados e agudos. O tratamento é medicamentoso ou através de repouso vocal. Os edemas generalizados e bilaterais representam a laringite crônica, denominada Edema de Reinke. É encontrada em pessoas expostas a fatores irritantes externos, especialmente o tabagismo (fumo) e o elitismo, sendo o mais importante fator associado ao uso excessivo e abusivo da voz. Quando discretos, os edemas podem ser tratados com medicamentos e fonoterapia, assegurando-se a eliminação de seu fator causal; quando volumosos, necessitam de remoção cirúrgica, seguida de reabilitação fonoaudiológica.

Algumas dicas para você professor, ou qualquer outro profissional da voz evitar esses tipos de lesões:

O QUE É BOM PARA A SUA SAÚDE VOCAL

Beber 7 a 8 copos de água por dia; Procurar atendimento especializado se usar a voz na profissão; Pastilhas, sprays ou medicamentos, só indicados por Médicos; Evitar automedicação e soluções caseiras (gengibre, romã, etc.); Repouso da voz, após cada "apresentação" pública; Usar roupas leves e evitar refrigerantes, gorduras e condimentos; Realizar exercícios regulares de relaxamento, avaliações auditivas e fonoaudiológicas periódicas; Manter a melhor postura da cabeça e do corpo durante a aula, a fala ou o canto.

O QUE É MAU PARA A SUA SAÚDE VOCAL

Fumo, álcool, drogas e poluição ; Tossir, gritar muito ou pigarrear; Cantar ou gritar quando gripado ; Falar em locais barulhentos (Olha o professor aí, gente...); Mudanças bruscas de temperatura; Ambientes com muita poeira, mofo, cheiros fortes, especialmente se você for alérgico.

Siga estas orientações para poder viver bem com a sua profissão e no surgimento de qualquer alteração, procure um especialista em garganta que é o otorrinolaringologista. Só ele poderá examinar e detectar o problema, portanto não acredite em "receitas milagrosas".

Fonte de pesquisa: resumo do trabalho "A Voz do Professor: relações entre trabalho, saúde e qualidade de vida" (de Regina Z. Penteado, Isabel M.Teixeira e Bicudo Pereira - Rev. Bras.de Saúde Ocupacional, 1995/96, vol.25, p.109-129). Disponível em:http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/voz2.htm. Acesso em: 23/09/2008.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

A importância do brincar para a primeira infância

A educação infantil compreende uma etapa na vida da criança na qual ela se desenvolve no meio onde está inserida nos aspectos cognitivo, afetivo, moral, social e motor, de forma quantitativa e qualitativa. A partir de tal afirmativa, observa-se a importância do brincar para essas crianças, pois através das brincadeiras, elas poderão se desenvolver amplamente, em todos esses aspectos. De acordo com Batista (2005), uma pedagogia que contemple atividade lúdica, ou seja, jogos e brincadeiras enriquecem e ampliam o universo físico, social e cognitivo da criança, contribuindo assim para a estruturação da personalidade do indivíduo apto para atuar na sociedade. A brincadeira é um ato inerente à infância, pois é um ato indispensável à saúde física, emocional e intelectual. Através dela, possibilita-se que a criança desenvolva a linguagem, o pensamento, a socialização, a iniciativa e a auto-estima. Dessa forma, a criança estará sendo preparada para ser um cidadão capaz de enfrentar desafios, que são cada vez maiores na sociedade de hoje. Essa importante etapa da infância perpassa por 2 fases do desenvolvimento de Piaget, que são o período sensório motor (0 a 2 anos) e o período operatório concreto (2 a 7 anos). Cunha (1988) estabelece condutas, ações e tipos de brinquedos e jogos para a aprendizagem e o desenvolvimento infantil, de acordo com as fases do desenvolvimento propostas por Piaget. Segundo a autora, a conduta sensória motora compreende as ações de repetição, reconhecimento sensório motor, generalização sensória motora e o raciocínio prático.

Alguns dos brinquedos citados para a faixa etária são: chocalho, cubos, potes de encaixe, brinquedos sonoros, bate-estacas, triciclo, livros etc. Já na conduta operatória concreta, devem ser estimuladas as ações de classificação, seriação, correspondência de agrupamento, relação imagens/palavras, enumeração, operações numéricas, conservação de quantidades físicas, ralações espaciais, relações temporais, coordenadas simples e raciocínio concreto, através de quebra-cabeças, jogos de encaixe, lotos, lousa, giz, boliche, fantoches, dominós, bolas, dentre outros. Através da brincadeira a criança compreende a si e ao outro, tendo todos os seus sentimentos voltados para a interação consigo mesma, com o outro e com o meio onde está inserida. Dessa forma, além de desenvolver-se em todos os aspectos, ela poderá adotar valores e atitudes que a acompanharão toda a sua vida. Atividade 1 Boliche: Confeccionar pinos de boliche utilizando garrafas pet com areia dentro. Em cada uma das garrafas que deverão ser pintadas de várias cores, cola-se uma letra do alfabeto. Os alunos deverão ser divididos em equipes e o professor entregará ao primeiro aluno de cada equipe, uma bola confeccionada com meia. Dado o sinal de início, o primeiro aluno da equipe sorteada para começar, se coloca de pé, em cima da linha que o professor deverá traçar, e atira a bola em direção às garrafas, tentando derrubá-las. Em seguida, o aluno levanta as garrafas que derrubou, mostra-as aos colegas, dizendo a letra e uma palavra iniciada com a mesma. Feito isso, colocará novamente as garrafas no lugar, passando a vez para o primeiro aluno da outra equipe, e assim sucessivamente, até que todos tenham participado. Atividade 2 Bingo de Palavras: Material: 1 cartela (ou folha de papel) para cada aluno. 24 cartõezinhos, constando em cada um deles uma palavra. Os cartõezinhos serão colocados em uma caixa ou saquinhos, para posterior sorteio. O professor escreverá na lousa as 24 palavras selecionadas, o aluno escolherá 12 e as escreverá, nos espaços da cartela na ordem que preferir. O jogo inicia-se, efetivamente, quando o professor retirar os cartões da caixa (ou do saquinho) e ditar as palavras; os alunos que tiverem tal palavra em sua cartela, marcam-na com pedrinhas ou feijões. Quem completar uma trinca (vertical) ou uma quadra (horizontal) ou a cartela inteira será o vencedor. Referências: BATISTA, Cleide Vitor Mussini. Brincar, escola e aprendizagem. In: UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ. Curso normal superior: habilitação para os anos iniciais do ensino fundamental: módulo 6. Londrina: UNOPAR: CDI, 2005. CUNHA, N. H. S. Brinquedo, desafio e descobertas – subsídios para a utilização e confecção de brinquedos. Rio de Janeiro. FAE, 1988.

sábado, 26 de janeiro de 2008

A ESCOLA DE VIDRO

Naquele tempo eu até que achava natural que as coisas fossem daquele jeito. Eu nem desconfiava que existissem lugares muito diferentes...
Eu ia pra escola todos os dias de manhã e quando chegava, logo, logo, eu tinha que me meter no vidro. É no vidro! Cada menino ou menina tinha um vidro e o vidro não dependia do tamanho de cada um, não! O vidro dependia da classe em que a gente estudava. Se você estava no primeiro ano ganhava um vidro de um tamanho. Se você fosse do segundo ano seu vidro era um pouquinho maior. E assim, os vidros iam crescendo à medida em que você ia passando de ano. Se não passasse de ano era um horror. Você tinha que usar o mesmo vidro do ano passado. Coubesse ou não coubesse. Aliás, nunca ninguém se preocupou em saber se a gente cabia nos vidros. E pra falar a verdade, ninguém cabia direito. Uns eram muito gordos, outros eram muito grandes, uns eram pequenos e ficavam afundados nos vidros, nem assim era confortável. Os muito altos, de repente se esticavam e as tampas dos vidros saltavam longe, às vezes até batiam no professor. Ele ficava louco da vida e atarraxava a tampa com força, que era pra não sair mais. A gente não escutava direito o que os professores diziam, professores não entendiam o que a gente falava... As meninas ganhavam uns vidros menores que os dos meninos. Ninguém queria saber se elas estavam crescendo depressa, se não cabiam nos vidros, se respirava direito. A gente podia respirar direito na hora do recreio ou na aula de educação física. Mas aí a gente já estava desesperado de tanto ficar preso e começava a correr, a gritar, a bater uns nos outros. As meninas coitadas, nem tiravam os vidros no recreio. E na aula de educação física elas ficavam atrapalhadas, não estavam acostumadas a ficarem livres, não tinham jeito nenhum para a educação física. Dizem, nem sei se é verdade, que muitas meninas usavam vidros até em casa. E alguns meninos também. Estes eram os mais tristes de todos. Nunca sabiam inventar brincadeiras, não davam risada à toa, uma tristeza! Se a gente reclamava? Alguns reclamavam. E então os grandes diziam que sempre tinha sido assim; ias ser assim o resto da vida. Uma professora, que eu tinha dizia que ela sempre tinha usado vidro, até para dormir, por isso é que ela tinha boa postura. Uma vez um colega meu disse pra professora que existe lugares onde as escolas não usam vidro nenhum, e as crianças crescem à vontade. Então a professora respondeu que era mentira, que isso era conversa de comunistas. Ou até coisa pior..
Tinha um menino que tinha que sair da escola porque não havia jeito de se acomodar nos vidros. E tinha uns que mesmo quando saiam dos vidros, ficavam do mesmo jeitinho, meio encolhidos, como se estivessem tão acostumados que até estranhavam sair dos vidros. Mas uma vez, veio para a minha escola um menino que parece que era favelado, carente, essas coisas que as pessoas dizem pra não dizer que é pobre. Aí não tinha vidro pra botar esse menino. Então os professores acharam que não fazia mal, não, já que ele não pagava a escola mesmo... Então o Firuli, ele se chamava Firuli, começou a assistir as aulas sem estar dentro do vidro. O engraçado é que Firuli desenhava melhor que qualquer um, o Firuli respondia as perguntas mais depressa que os outros, o Firuli era muito mais engraçado... e os professores não gostavam nada disso... afinal, o Firuli podia ser um mal exemplo para nós... E nós morríamos de inveja dele que ficava no bem-bom, de perna esticada, quando queria ele se espreguiçava e até meio que gozava da cara da gente que vivia preso. Então um dia um menino da minha classe falou que também não ia entrar no vidro. Dona Demência ficou furiosa, deu um coque nele e ele acabou tendo que se meter no vidro como qualquer um. Mas no dia seguinte duas meninas resolveram que não iam entrar no vidro também: - Se o Firuli pode porque é que nós não podemos: Mas dona Demência não era sopa. Deu um coque em cada uma delas e lá se foram elas, cada uma pro seu vidro... Já no outro dia a coisa tinha engrossado. Já tinha oito meninos que não queriam saber de entrar nos vidros. Dona Demência perdeu a paciência e mandou chamar seu Hermenegildo que era o diretor lá da escola. Seu Hermenegildo chegou muito desconfiado: - Aposto que essa rebelião foi fomentada pelo Firuli. É um perigo esse tipo de gente aqui na escola. Um perigo! A gente não sabia o que queria dizer fomentada, mas entendeu muito bem que lê estava falando mal do Firuli. E seu Hermenegildo não conversou mais. Começou a pegar os meninos um por um e enfiar dentro do vidro. Mas nós estávamos loucos pra sair também e pra cada um que ele conseguia enfiar no vidro já tinha dois fora. E todo mudo começou a correr do seu Hermenegildo, que era pra ele não pegar a gente e na correria começamos a derrubar os vidros. E quebramos um vidro, depois quebramos outro e outro mais e Dona Demência já estava na janela gritando: SOCORRO! VÂNDALOS! BÁRBAROS! Pra ela bárbaro era xingação. Chamem os Bombeiros, o Exército de Salvação, a Polícia Feminina... Os professores das outras classes mandaram, cada um, um aluno para ver o que estava acontecendo. E quando os alunos voltaram e contaram a farra que estava na 6ª série todo mundo ficou assanhado e começou a sair do vidro. Na pressa de sair começara a esbarrar uns nos outros e os vidros começaram a cair e quebrar. Foi um custo botar ordem na escola e o diretor achou melhor mandar todo mundo pra casa, que era pra pensar num castigo bem grande, pro dia seguinte. Então eles descobriram que a maior parte dos vidros estava quebrada e que ia ficar muito caro comprar aquela vidraria toda de novo. Então diante disso seu Hermenegildo pensou um bocadinho e começou a contar pra todo mundo que em outros lugares tinha umas escolas que não usavam vidro nem nada. E que dava bem certo, as crianças gostavam bem mais. E que de agora em diante ia ser assim: nada de vidro, cada um podia se esticar um bocadinho, não precisava ficar duro nem nada, e que a escola agora ia se chamar Escola Experimental. Dona Demência que apesar do nome não era louca nem nada, ainda disse timidamente: - Mas seu Hermenegildo, Escola Experimental não é bem isso... seu Hermenegildo não se perturbou: - Não tem importância, A gente começa experimentando isso, depois a gente experimenta outras coisas... Foi assim que na minha terra começaram muitas coisas que um dia ainda vou contar.
(Ruth Rocha, 1986)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

As férias estão terminando

Você, professor ou aluno, aproveite esse restinho de férias para descansar bastante, colocar os pensamentos e perspectivas em dia, buscar novos olhares para compreender o outro e a si mesmo e poder iniciar a todo vapor o ano letivo de 2008.
Comece o ano com bastante otimismo, busque novas alternativas para tornar o convívio na sala de aula mais prazeroso, tenha mais paciência com o próximo, principalmente com as crianças, que são nossas pedras preciosas.
Vá preparando enfeites para a sua sala, coloque desenhos, mensagens, tudo que deixe o ambiente mais agradável e harmonioso possível.
Crie boas expectativas sempre, sei que a tarefa de educar é árdua, mas muito compensatória, (humamente falando), quando se vê a alegria no olhar de uma criança por ter conquistado uma nova aprendizagem e isso se concretizou, graças a você.
Os problemas são muitos, mas tente resolvê-los com racionalidade, busque ajuda com quem entende do assunto, se atualize sempre, leia, procure novas informações.
O meu objetivo ao criar este blog é discutir o tema educação e propiciar informações que facilitem o trabalho dos professores.
Seja bem-vindo!
Fabíola